Um empreendimento agrícola de sucesso passa necessariamente por planejamento prévio e rigoroso de cada uma das suas etapas. Não há alternativa. Por isso, investir no perfil do solo onde se pretende plantar – e corrigir suas eventuais deficiências – é absolutamente necessário. Existe, para isso, uma série de produtos e procedimentos que podem ser empregados em conjunto ou separadamente e que são capazes de proporcionar um radical ganho de produtividade à propriedade agrícola.

O primeiro passo nesse sentido é traçar o perfil do solo, ou seja, coletar, examinar, descrever e classificar aquele solo dentro de um sistema organizado – no caso do Brasil, o Sistema Brasileiro de Classificação dos Solos, instituído pela Embrapa. Isso pode ser feito por profissionais especializados ou entidades como institutos de pesquisa ou universidades.

É preciso ter em mente que os solos são definidos como corpos naturais independentes, constituídos de materiais minerais e orgânicos, organizados em camadas (também chamados de horizontes) ao longo do tempo (processos pedogenéticos). As características analisadas podem tanto ser químicas (pH, teor de nutrientes, capacidade de troca de cátions – CTC, etc.) quanto físicas (% de areia, silte e argila, porosidade, estrutura, etc.).

Esse conhecimento possibilitará a tomada das melhores decisões e adoção das técnicas de manejo mais adequadas, podendo até mesmo definir quais as atividades que poderão – ou não – ser desenvolvidas nesses ambientes.

Construindo o perfil do solo

O passo seguinte será a “construção do perfil do solo”, ou seja, a adoção de formas de manejo que possibilitarão melhorias da capacidade química, física e biológica dessas áreas. Isso significa olhar para além da camada superficial do solo, de forma a disponibilizar às plantas os nutrientes e as condições essenciais ao seu desenvolvimento.

É preciso levar em conta que a mais de 70% dos solos brasileiros são ácidos, com baixa saturação de bases, baixo conteúdo de cálcio e alta saturação de alumínio nas camadas subsuperficiais. Isso ocorre principalmente no Cerrado, mas vale para todos os biomas. Para corrigir essas deficiências, a calagem é uma prática obrigatória, objetivando a correção do pH para faixas de 6 a 6,5, (ideal para a maioria das culturas e ponto de equilíbrio da disponibilidade dos nutrientes), além de tornar o alumínio tóxico indisponível para as plantas. Mesmo sendo uma técnica simples e com custo relativamente baixo, a calagem, infelizmente, ainda é negligenciada em muitos empreendimentos agrícolas, o que impede que se extraia todo o potencial produtivo das plantas.

Outra técnica indicada é a “gessagem” do solo em camadas mais profundas (de 20cm a 60cm), com o objetivo de suprir as necessidades de cálcio e enxofre das plantas e neutralizar o alumínio em subsuperfície. Apesar de atuar nas propriedades químicas do solo, o gesso não altera seu pH, mas aumenta rapidamente as concentrações de cálcio e sufatos, promovendo a melhoria das propriedades físicas, físico-químicas e biológicas do solo, trazendo maior desenvolvimento das raízes em profundidade, propiciando melhor absorção de água e nutrientes pelas plantas.

Após a calagem e a gessagem, é hora de olhar para a distribuição de fósforo e micronutrientes em área total.

Solos com longos períodos em sistema de plantio direto podem apresentar uma camada de compactação que impede o desenvolvimento adequado das raízes. O emprego de maquinários específicos para descompactação acaba por impedir a continuidade desse sistema. Daí, a solução pode ser a rotação de culturas, incluindo espécies com diferentes alcances de sistemas radiculares, de forma a ocupar distintas camadas do solo e elevar os teores de matéria orgânica.

É importante destacar que a construção de um perfil de solo favorável ao aprofundamento radicular costuma apresentar ganhos de produtividade ainda mais expressivos em anos com déficit hídrico, ou seja, de poucas chuvas, como as vivenciadas neste biênio 2020/2021.

 

Produtos que auxiliam o processo

A Multitécnica, por intermédio de seu braço especializado Microsolo Industrial, disponibiliza ao mercado uma linha de produtos que contribuem de maneira decisiva no processo de construção do perfil do solo, de forma a proporcionar a máxima capacidade produtiva das culturas agrícolas. São produtos granulados para aplicação via solo, com disponibilização gradual dos nutrientes, proporcionando adequada correção dos teores de micronutrientes e macronutrientes secundários para o solo, com efeito residual e prolongada ação corretiva.

Na tabela abaixo a descrição e os benefícios de cada um desses produtos.

PRODUTOS Nutrientes Fornecidos BENEFÍCIOS
GRANUBOR B Alta eficiência da adubação com Boro em relação às fontes convencionais
Gran BR-1 B, Cu, Mn e Zn Reposição das exportações dos micronutrientes
Gran BR-7 B, Cu, Mn e Zn Melhor correção dos teores de micronutrientes pela melhor distribuição
Gran Mix I B, Cu, Mn e Zn Correção de solos com baixa fertilidade (desgastados ou novas aberturas)
Gran Mag 10 Mg e Mn Correção do equilíbrio de bases e da % de Mg na CTC
Gran Manganês 10 Manganês Melhor eficiência da adubação para lavouras com tecnologia RR
Mag Bor 20 Mg, B e S Sinergia da adubação do Mg e B, promovendo maior produtividade
JD AS B-Cu-Mn-Zn e S elementar Alta eficiência da adubação para a região dos Cerrados
THIO GRAN BORO S elementar e solúvel + B Correção de solos com baixa fertilidade.
THIO GRAN  MAG S elementar e solúvel + Mg
THIO GRAN Mn S elementar e solúvel + Mn

 

 

Os produtos da linha Microsolo devem ser aplicados separadamente dos corretivos ou condicionadores de solo. “Isso, devido a uma possível incompatibilidade química com cálcio e fósforo (fosfatos reativos) ou em relação à diferença de granulometria (farelado x granulado)”, explica o gerente de vendas da Microsolo, Haroldo Rix.

A aplicação desses elementos pode ser feita por diferentes maneiras:

  • A lanço em área total em pré ou pós-plantio, normalmente em grandes quantidades por hectare, sendo a forma predominante nas formulações que contêm magnésio ou enxofre e com maquinário específico de baixa dosagem por hectare para o produto Granubor;
  • Aplicação direta no plantio (em cova ou linha), indicada normalmente para formulações contendo magnésio adicionados a micronutrientes – ou somente contendo esses últimos.
  • Aplicação a lanço, porém localizada, indicada para culturas perenes, nas quais o produto é aplicado abaixo da projeção das plantas, com orientações específicas para cada cultura;
  • “Os produtos da Microsolo podem ainda ser utilizados para enriquecimento das formulações dos fertilizantes NPK, criando produtos equilibrados e balanceados para o atendimento das demandas específicas de cada cultura”, acrescenta Haroldo.

Grupo Multitécnica | Departamento de Comunicação e Marketing

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