magnésio

A alta produtividade nas lavouras é uma exigência do agronegócio moderno. Não há como fugir disso, sob pena de ver o empreendimento fracassar. Outra verdade absoluta – que se apresenta como um caminho obrigatório para se chegar à primeira – é a necessidade de haver, no solo, um detalhado equilíbrio entre todos os nutrientes que levam ao bom desenvolvimento das plantações. Mesmo que haja um só nutriente em proporção menor (ou maior) do que a ideal, já é suficiente para comprometer o bom desempenho da produção – especialmente se esse nutriente for o magnésio. Daí a necessidade de se entender melhor a função desse elemento nas plantas e os fatores que levam à sua deficiência, bem como sua relação com outros elementos.

Desta maneira, entre todos os nutrientes, o magnésio é o que ativa o maior número de enzimas (mais de 300), desempenhando, portanto, papel fundamental em inúmeros processos fisiológicos e bioquímicos das plantas. O conhecimento desses processos evoluiu muito nas últimas décadas – pode-se dizer que há uma “redescoberta” desse elemento na agricultura. O magnésio passou a ser protagonista em novos e importantes processos que impactam de forma decisiva no desenvolvimento, na produtividade e na qualidade  das diversas culturas.

Entre as principais funções atribuídas ao magnésio estão a fixação fotossintética do dióxido de carbono; a partição, translocação e transporte de foto-assimilados para crescimento do sistema radicular; a mitigação dos estresses causados pela luz e calor; a carreação de fósforo; e a neutralização do alumínio tóxico trocável. Ou seja, o magnésio possui uma ampla atuação em diversas funções de suma importância para a planta.

Talvez o principal papel do magnésio, ou pelo menos, o mais conhecido, esteja relacionado ao processo de fotossíntese, pois trata-se de um componente da clorofila: sem magnésio nas plantas, a clorofila não pode capturar a energia solar necessária para que ocorra a fotossíntese. As plantas absorvem magnésio em sua forma iônica (Mg+2), que é sua forma dissolvida na solução do solo. Essa absorção se dá por dois processos principais: captação passiva, impulsionada pelo fluxo de transpiração; e difusão, quando os íons de magnésio passam de zonas de alta concentração para zonas de menos concentração. Portanto, as quantidades de magnésio que as plantas podem absorver dependem de sua concentração na solução do solo e da capacidade do solo reabastecer essa solução com magnésio.

 

Sintomas de deficiência

A deficiência de magnésio nas plantas é comum em solos com baixa quantidade de matéria orgânica. Chuvas fortes podem acentuar essa condição por gerarem lixiviação de magnésio, principalmente em solos arenosos ou ácidos. Além disso, solos com grandes quantidades de potássio, cálcio e amônio costumam levar as plantas a absorverem menos magnésio, contribuindo para a sua deficiência. Daí ser essencial a realização de análises químicas do solo para sua adequada correção.

A quantidade de magnésio no solo pode variar muito de acordo com a região. Em solos tropicais – a maioria no Brasil – bem como arenosos, é comum haver baixas quantidades. Já os solos salinos e com alto teor de argila tendem a ter maiores concentrações. Sua disponibilidade depende de vários fatores, como o material da rocha na formação do solo, o grau de intemperismo, o clima e mesmo o sistema de produção agrícola – o que inclui o tipo de cultura, práticas de manejo, intensidade e rotação de culturas, práticas de fertilização e correção do pH, etc. Por isso, a produção agrícola de alta produtividade necessita conhecer bem não só os elementos nutricionais, mas também entender os processos de disponibilidade e absorção desses elementos.

Quando há deficiência de magnésio, ocorre um acúmulo de carboidratos nas folhas, especialmente sacarose e amido e, consequentemente, a alteração da partição da matéria seca entre parte aérea e raiz. Isso costuma resultar no aumento da relação entre massa seca parte aérea e a massa seca raiz. Isso acontece antes que haja mudança perceptível no crescimento da parte aérea, na concentração de clorofila e na taxa de fotossíntese, o que significa, no campo, que quando se percebe a presença de folhas cloróticas, o crescimento do sistema radicular possivelmente já está comprometido. Vale lembrar que raízes pouco desenvolvidas limitam a absorção de água, nutrientes e, consequentemente, toda a produtividade das culturas. Esse fenômeno é muito prejudicial a todas as culturas, mas afeta principalmente as anuais.

Como o magnésio é móvel dentro da planta, os sintomas de deficiência aparecem primeiro nas folhas mais baixas e mais velhas. As folhas desenvolvem a clorose internerval e tornam-se pálidas, amareladas – algumas terão manchas avermelhadas e/ou roxas. Em razão dessa importância no crescimento radicular, o magnésio torna-se ainda mais importante nesses tempos em que o mundo enfrenta condições climáticas cada vez mais adversas à prática agrícola. Estudos indicam que as mudanças climáticas bruscas representam o maior desafio contemporâneo à atividade agrícola, ou seja: a seca representa, em escala global, o mais importante estresse abiótico limitante do crescimento da agricultura, com expectativas preocupantes de agravamento deste quadro e o magnésio nesse cenário se apresenta como importante ferramenta de manejo.

 

 Soluções Multitécnica

A Multitécnica possui em sua linha diversas opções para o fornecimento do nutriente magnésio para as culturas, tanto para aplicação via solo como via foliar.

É o caso do Boromag K, produto de aplicação foliar contendo nutrientes sólidos solúveis em água e que contém altas concentrações de potássio, magnésio, enxofre e boro. Disponibilizado em sacos de polietileno de 10 quilos (30 quilos na caixa), pode ser adquirido em pallets de 1.200 quilos. Indicado para lavouras de algodão, café, citros, feijão e milho, tem dosagem e aplicação variável de acordo com cada cultura.

Já o Multimag 8,5N é uma solução líquida de nitrogênio e magnésio de densidade 1,32g/ml disponível em frascos de um litro (caixa com 12 e pallet de 600 litros), galões de cinco litros (caixa com quatro e pallet com mil litros) e bombonas de 20 litros (960 litros no pallet), além de containers de mil litros. Indicado para as mesmas culturas acima, além da soja, também é acompanhado de tabela de dosagem e forma de aplicação variável, de acordo com a cultura.

A MicroSolo, empresa do grupo Multitécnica voltada para o desenvolvimento de fertilizantes granulados com nutrientes agregados, disponibiliza ao mercado uma gama de produtos em fórmula padrão ou específica para aplicação via solo e o magnésio pode ser encontrado em diversas formulações, sempre com os  nutrientes combinados em um único grânulo de forma a atingir alta efetividade na busca pela melhor performance das lavouras.

As opções de fertilizantes granulados ricos em magnésio são o Gran Mag 10, o Mag Bor 20 e o Gran MagBor Crops, todos disponíveis em sacos de ráfia de 40 quilos, bigbags de mil quilos ou, ainda, vendidos a granel.

Grupo Multitécnica | Departamento de Comunicação e Marketing

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